Há um automóvel para cada 1,2 cidadão morte-americano, e 7,3 para cada cidadão brasileiro. Diante da crise que assola o mundo, as grandes montadoras perceberam que se apoiaram em mercados saturados. Onde há espaço pra crescer? Países como o Brasil, se preparam, mesmo diante da crise para receber grandes aportes de capital estrangeiro voltados ao setor automobilístico.
O carro mais vendido no Japão em março de 2009 foi um Híbrido, o Honda Insight, um projeto movido à gasolina em um motor de baixa emissão de poluentes, somado a um motor elétrico.
Barack Obama quer que em 2015 os EUA tenham em sua frota 1 milhão de carros híbridos. O mundo entendeu, e as montadoras se preparam, o petróleo, combustível fóssil que ameaça nossa existência no planeta, perde a cada dia uma fração de seu Poder, e de sua Importância Política.
Desde a invenção da primeira bateria, em chumbo ácido, em meados do século XVIII, a Tabela Periódica de Metais já foi revirada, e dos metais existentes em nosso planeta, que são os responsáveis por armazenar energia elétrica, o que melhor atende as necessidades humanas é o Lítio. A bateria de Lítio é duradoura, é mais barata, é menor, é mais leve e mais potente que todas as outras já testadas. Não há outro metal com tamanha performance.
O Lítio é hoje utilizado em 100% dos MP3 players, 90% dos laptops e 60% dos celulares do mundo. É ele, que silenciosamente e sem poluir, faz mover o mundo que cerca nossos eletro-eletrônicos.
Onde há Lítio no mundo? É neste ponto que Evo Morales entra na história. 75% das reservas mundiais estão na América Andina, sendo que mais da metade do Lítio do mundo repousa a céu aberto na Bolívia. É uma cena que impressiona, pois no Salar do Uyuni, deserto boliviano coberto de sal, o Lítio brota a céu aberto (ver foto). Nos outros locais do mundo, encontrá-lo depende de escavar, escavar e escavar.
Mais da metade de todo o Lítio atualmente consumido é retirado da Argentina e Chile, sendo que as jazidas chilenas são de propriedade do genro do mundialmente querido General Augusto Pinochet.
Também há muito Lítio no Tibete. Evo Morales se recusa a explorar um quilo de seu “petróleo”, e não costuma abordar o assunto. Tibete, Pinochet, Evo… Não nos parece um novo bloco no melhor estilo “Oriente Médio”?
A Sociedade, dia a dia, demanda mais e mais Lítio, e muito ainda será necessário para abastecer nossos carros híbridos. E quem salvará o mundo da voracidade pelo metal? Evo Morales. A PERGUNTA É: QUANTO CUSTARÁ A SALVAÇÃO?
Outra alternativa seriam os dispositivos que gerem energia movida a hidrogênio, mas os custos de infra-estrutura e de geradores inviabilizam o produto pelos próximos 20 anos.
Ficam outras perguntas: Será o Lítio a gasolina do futuro? Se for, será que a Bolívia terá discernimento para crescer diante a tamanha riqueza? E mesmo que não tenha, será que sua Soberania será respeitada?
