O serviço Google Street View funciona em diversos países do hemisfério norte. No Brasil estão cadastradas, dentre outras, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
Em São Paulo, as imagens foram capturadas no início de 2010 após os carros que capturaram as imagens terem percorrido mais de 150 mil quilômetros de vias. O resultado impressiona: Todas as cidades da grande São Paulo estão mapeadas. O Sambódromo paulistano foi fotografado durante o carnaval e os desfiles das escolas de samba.
Quem não tem interesse que suas fotos sejam mantidas na web por violação de privacidade, deve acessar o serviço, e aberta a imagem que contiver a reclamação clicar na opção INFORMAR UM PROBLEMA (no rodapé esquerdo).
Mostrar alguma imagem que ofenda a particulares não é o único problema do Street View. O Reino Unido que também conta com o serviço descobriu recentemente que os veículos do Google que mapearam imagens de cidades britânicas e redes WiFi públicas, invadiram redes WiFi privadas, e aquelas desprotegidas tiveram coletados dados de e-mails, senhas e histórico de sites acessados.
Segundo o Órgão Regulador Britânico houve uma “significativa violação das leis de proteção a dados privados”. O vice-presidente do Google, Alan Eustace, disse que a empresa está “atormentada” com o fato, que os dados foram capturados por um erro na gestão de seu software e que jamais os utilizou para quaisquer fins.
Não há notícias sobre a prática em terras tupiniquins, mas chama a atenção a audácia da empresa em ter para si informações relevantes que podem ser vendidas para empresas interessadas ou para aprimorar seus serviços de busca identificando o IP daquele que acessa o conteúdo de seus sites.
O Reino Unido provavelmente pressionará que o Gigante de Buscas assine um Termo de Ajuste de Conduta, e neste caso não haverá qualquer punição. França, Canadá, Alemanha e Austrália também iniciaram investigações sobre o mesmo tema.
Nem George Orwell ao escrever 1984 poderia imaginar algo com tamanho poder destrutivo.
